sábado, 14 de outubro de 2017

Energia solar para a Amazônia



Em Belém, Hangar será abastecido com energia solar
O projeto foi dividido em quatro fases e já tem 1/3 de suas instalações concluído
Portal Amazônia, com informações da Agência Pará




O Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, localizado no bairro do Marco, em Belém, terá 70% do seu consumo de energia elétrica abastecido com energia solar. A medida faz parte de um projeto piloto do Governo do Pará, implantado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedeme), em parceria com a Celpa e com as secretarias estaduais de Cultura (Secult) e de Turismo (Setur). A mini usina de energia, que será instalada no estacionamento do complexo de eventos, tem previsão de conclusão para dezembro e deverá entrar em operação até março de 2018, compondo um dos maiores empreendimentos do gênero no Brasil.
O projeto foi dividido em quatro fases e já tem 1/3 de suas instalações concluído. Nesta semana, os secretários estaduais Adnan Demachki (Sedeme) e Adenauer Góes (Setur), visitaram a obra ao ar livre no Hangar, acompanhados de representantes da Organização Pará 2000, que administra o espaço, bem como, de técnicos da empresa contratada para executar os  trabalhos.

 

Foto: Divulgação/Agência Pará

Adnan Demachki explicou que a Sedeme implantou um programa de estímulo à produção de energia solar no Estado, fomentando essa nova matriz a partir da adesão do Executivo Estadual ao convênio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS), do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que isenta de ICMS projetos, de pessoas jurídicas ou físicas com produção de até 1 MW (megawatt), de energia fotovoltaica (solar).
Ele disse, ainda, que privilegiou a energia solar porque além de ela estar permanentemente disponível, no Pará os dias costumam ter mais horas de luz do que na maioria dos outros estados brasileiros pela proximidade com a linha do Equador, e por também por tratar-se de uma energia limpa, ou seja, ambientalmente correta. E não bastasse o ganho ambiental, frisou Demachki, “há os ganhos econômicos também, pois além da produção da energia solar ser mais barata que a convencional, a não cobrança do ICMS é um diferencial.”
Em fevereiro deste ano, a Sedeme apoiou a instalação e operação da primeira usina de energia solar do Brasil no formato de cooperativa. Ela já funciona em Paragominas, no sudeste paraense, implantada por 23 consumidores da própria cidade com apoio e orientação da Secretaria. O secretário deseja que esses dois projetos, o público e o privado, sejam referências para todo o Estado, incluindo os órgãos públicos.
Alberto Melo, diretor de Operações da empresa Solo e Energia, contratada para a instalação da mini usina no Hangar, explica que o nome técnico da estrutura que está sendo montada no complexo é CarPort, termo inglês para cobertura de garagem, com utilização de módulos fotovoltaicos.
"Cada CarPort tem 72 módulos, e cada módulo tem capacidade de gerar 265 watts por hora. A previsão de conclusão é para ainda este ano'', assegura Melo.  

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas vai atender 70% do consumo do Hangar, podendo ser ampliada. No entanto, para garantir energia à noite e em dias de forte nebulosidade, o sistema continuará conectado à rede de fornecimento de eletricidade convencional, em sistema de compensação.

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