domingo, 6 de agosto de 2017

Exportando a floresta



Madeira bruta lidera ranking das exportações brasileiras do segmento








A madeira bruta aparece em primeiro lugar no ranking das exportações brasileiras do setor florestal nos seis primeiros meses de 2017, com alta de 37,8% em tonelagem na comparação com o mesmo período do ano passado conforme relatório do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). A lista conta ainda com madeira laminada, que teve uma alta de 21,7%, serrada (18,3%), compensada (12,4%) e móveis e suas partes (0,8%).

 Esse cenário do setor vai ao encontro do bom desempenho das exportações de madeira da Allog International Transport, que registrou uma alta de 69% de janeiro a junho deste ano. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), os Estados Unidos são o maior comprador individual de compensados de pinus produzido no Brasil, com 34% de participação nesse mercado, seguidos de perto pela Europa, responsável por 30% das compras.

Os Estados Unidos também lideram a importação de portas brasileiras com 73% de participação na compra. Já o maior comprador de compensados tropical produzidos no Brasil é a vizinha Argentina (45%). Os países com destaque na importação individual deste item são: Estados Unidos (10%), México (8%) e França (7%). Do total exportado, no entanto, 29% são vendidos para diferentes países. A Coréia do Sul, com 42%, é a grande compradora de laminados de pinus. A malásia aparece em segundo lugar com 30%.

De acordo com a Abimci, apesar do cenário preocupante, com queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país por dois anos seguidos, as exportações têm diminuído os impactos negativos na balança comercial. “A crescente exportação de madeira tem fortalecido as operações internacionais e criado oportunidades ao mercado logístico”, diz Rodrigo Viti, gerente comercial da Allog.

Atento às oportunidades e às movimentações dos mercados, o setor industrial madeireiro aproveita o bom momento do crescimento da economia norte-americana, um dos principais destinos das exportações de madeira do Brasil. Dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) mostram que o setor madeireiro alcançou um aumento de 6% em 2015 e chegou próximo a 2% em 2016 nas vendas para o exterior.


Imagem: Celulose Online

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Empresas na linha de frente



JBS é alvo de seis processos administrativos na CVM





  • 19/05/2017 15h17
  • Rio de Janeiro
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
A empresa JBS é objeto de seis processos administrativos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda que regula e fiscaliza o mercado de capitais.

Três desses processos foram abertos em uma semana, nos últimos dias 12, 17 e 18, para apurar notícias, fatos relevantes e comunicados envolvendo a companhia aberta. A CVM não informou o teor dos processos.

A JBS é alvo da Operação Lava Jato e de outras operações deflagradas pela Polícia Federal para investigar possíveis desvios, pagamentos de propina e fraudes na liberação de recursos públicos.

Também há indícios não confirmados de que a JBS teria se beneficiado da alta do dólar que ocorreu ontem (18) horas depois da divulgação de gravação feita por um dos controladores da empresa, Joesley Batista, na qual, segundo ele, o presidente Michel Temer dá aval para pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha. Em pronunciamento, Temer negou as acusações, pediu investigação rápida e disse que não renunciará.

Saiba Mais
Proteção financeira
Em nota, a JBS informou que gerencia de maneira minuciosa e diária sua exposição cambial e de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado exterior).

“Tendo em vista a natureza de suas operações, a JBS tem como politica e prática a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações.”

Na nota, a empresa acrescenta que as movimentações no mercado de câmbio feitas nos últimos dias estão “alinhadas à sua política de gestão de riscos e proteção financeira”.
“Um exemplo do potencial impacto de oscilações na cotação do dólar é que, ao considerar a variação cambial na cotação do dólar de R$ 3,16 para R$ 3,40, como a ocorrida entre 31 de março [fechamento do primeiro trimestre] e 18 de maio, a companhia sofreria um prejuízo superior a R$ 1 bilhão”, argumenta a empresa.

Texto atualizado às 15h55 para inclusão do posicionamento da JBS
Edição: Luana Lourenço