domingo, 13 de maio de 2018

Pará olhando para seu lado sul


Assinatura de convênios garante mais obras para o Sul e Sudeste
13/05/2018 09:51h





A agenda da Secretaria Extraordinária de Municípios Sustentáveis (Semsu) nas regiões Sul e Sudeste do Pará foi encerrada no sábado (12) nos municípios de Pau D’Arco, Rio Maria e Xinguara. Durante quatro dias, 10 municípios foram contemplados com reuniões para o fortalecimento da agenda compartilhada, assinatura de convênios e visita a obras executadas pelo governo do Estado.

“Foi uma jornada intensa, mas extremamente gratificante, porque a gente vê a agenda que foi programada com a gestão municipal acontecendo. A gente vem pra prática dos municípios”, destacou Izabela Jatene, secretária de Municípios Sustentáveis, ao explicar que as ações são construídas em parceria com os gestores municipais.

“Essa atitude dos municípios com o governo do Estado é muito importante. Encerro essa jornada extremamente grata e feliz por saber que é possível, compartilhando, garantir que as regiões se desenvolvam. O governador Simão Jatene sempre fala que a maior riqueza do nosso Pará é a sua gente. Então, é com os municípios que nós temos que trabalhar para alcançar o desenvolvimento que queremos para o nosso Estado”, reiterou Izabela Jatene.

O último dia de programação na região começou no município de Pau D’Arco, com a assinatura de convênio para reforma e ampliação da Escola Municipal Paulo Hannemann. O investimento totaliza R$ 2.812.850,10, sendo R$ 112.850,10 de contrapartida da Prefeitura. A cerimônia de assinatura ocorreu na quadra poliesportiva da Praça Maria Corrêa, diante da população.

Presença do Estado - Índios Kayapó fizeram uma cerimônia de boas-vindas aos visitantes, e as crianças do Centro Educacional apresentaram uma dança que remetia à lenda das sereias. Na ocasião, o prefeito de Pau D’Arco, Fredson Pereira da Silva, agradeceu mais um convênio firmado com o Estado. “A cada dia nós temos confirmado a presença forte do governo do Estado aqui. É um universo de quase R$ 10 milhões em investimentos em obras e serviços na nossa cidade, e só temos que agradecer ao governo do Estado, que tem sido um grande parceiro, um grande aliado”, afirmou o gestor municipal, destacando algumas obras e serviços, como a reforma e adequação do Hospital Municipal Antônio Pinheiro Cavalcante; a pavimentação de três quilômetros de vias pelo Programa Asfalto na Cidade; os programas CredCidadão e Cheque Moradia, e a inauguração da agência do Banco do Estado do Pará (Banpará).
Ainda em Pau D’Arco foi feita uma visita técnica às obras de reforma e ampliação da Escola Estadual Paulo Hannemann (homônima à do município), que está sendo completamente reformada. Com seis salas de aula e capacidade para 300 alunos, a escola recebe investimento de R$ 3.498.503,97, contemplando ainda obras de ampliação, para dotar a escolar de biblioteca e laboratórios de ciências e informática.

“Nossos alunos merecem esse investimento”, frisou a diretora da “Paulo Hannemann”, Maria Félix Guimarães, que está acompanhando todas as etapas da obra. A aluna do 3º ano, Natália Milhome, disse estar ansiosa para ver tudo pronto. “A gente espera que entreguem a escola no segundo semestre. Já estamos vendo que muita coisa está mudando”, declarou.

Comemoração - Rio Maria estava já estava em festa pelos 36 anos de emancipação política, comemorados em 13 de maio. Na feira coberta, espaço para grandes eventos, havia palco, praça de alimentação e espaços de entretenimento, e também para a cerimônia de assinatura de convênios entre o Governo do Pará e a Prefeitura.

O primeiro convênio prevê a reforma da Escola Municipal Adão Mendes, no valor de R$ 889.200,00. Outras duas unidades de ensino no município, a Escola Estadual Senador Catete Pinheiro e a Escola Estadual Aniceto Laranjeira, já têm convênios assinados para reforma e ampliação. O governo do Estado está investindo mais de R$ 9 milhões nas três obras.

A segunda assinatura foi do Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura e a Polícia Militar, para reforma do prédio do 84º Pelotão Destacado de Rio Maria/17º BPM. A obra dará mais comodidade aos policiais que trabalham no município. “Os policiais, principalmente os que trabalham no interior, passam mais tempo no quartel que na própria casa. Pra gente é uma satisfação imensa ter nosso batalhão reformado”, disse o comandante Regional da PM, coronel Paulo Pedra.

Um convênio no valor de R$ 1.087.450,43 vai garantir a pavimentação asfáltica em CBUQ de ruas e avenidas no Parque da Liberdade. O município já havia sido contemplado com o Programa Asfalto na Cidade (em andamento) e com recursos para a recuperação de vicinais, quase R$ 7 milhões em investimentos na melhoria de ruas e estradas.

O prefeito de Rio Maria, Francisco Paulo Barros Dias, disse que o dia foi de muita alegria para a população. “Hoje é motivo de muita satisfação em assinar vários convênios, que sacramentaram essa grande festa que fizemos”, ressaltou o prefeito, que também agradeceu por obras pactuadas anteriormente, como as reformas das escolas, pavimentação asfáltica e reforma do Hospital Municipal. “É bom ver o Estado aqui, trazendo recursos e fazendo parceria com a nossa gente”, acentuou.

Saúde e urbanização - O município de Xinguara também comemora os 36 anos de emancipação neste domingo (13). A celebração de convênios entre a Prefeitura e o Estado abriu as comemorações. Foi firmado convênio para a construção de uma clínica de fisioterapia, no valor de R$ 289.051,66. Também foi assinado convênio de R$ 357.204,96, destinado à iluminação do trecho urbano da Avenida Xingu. Serão instalados, também, uma rede subterrânea com cabos de cobre e cinco transformadores, para a iluminação do canteiro principal da avenida.

Segundo o prefeito de Xinguara, Osvaldo de Oliveira Assunção Júnior, as obras governamentais demonstram o interesse do Governo do Pará em contribuir efetivamente para o desenvolvimento dos municípios. “Xinguara está sendo beneficiado com esses convênios, que vão deixar a avenida mais bonita e ajudar muito a nossa comunidade, que precisa de uma clínica de fisioterapia. Quero agradecer ao governo pelo empenho em atender as demandas solicitadas”, disse o prefeito.

O senador Flexa Ribeiro e o secretário do Centro Regional de Governo da Região Sul do Pará, Jorge Bittencourt, participaram da programação ao lado do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, deputado Márcio Miranda, que destacou as ações nas regiões sul e sudeste do Pará. “A gente vê que o governo do Estado está investindo em áreas de fundamental importância, como escolas, hospitais, asfalto. Acreditamos que é fundamental, num momento de crise, socorrer as prefeituras que precisam. A Alepa tem sido parceira nesse trabalho, e vai continuar sendo", garantiu o parlamentar.
Por Dani Filgueiras

quarta-feira, 21 de março de 2018

Banco Central reduz juros básicos da economia para 6,5% ao ano

Pela 12ª vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (21) a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.
Com a redução de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,75% ao ano em fevereiro, o nível mais baixo até então.
Em comunicado, o Copom informou que a inflação evoluiu de forma melhor que o esperado nesse início de ano. De acordo com o BC, o comportamento da inflação permanece favorável, com diversos preços mais sensíveis aos juros e ao ciclo econômico em níveis baixos. O órgão sinalizou que deve continuar a reduzir os juros na próxima reunião, em 15 e 16 de maio, mas que deve interromper o ciclo de quedas depois disso.

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 “Para a próxima reunião, o comitê vê, neste momento, como apropriada uma flexibilização monetária moderada adicional. O comitê julga que este estímulo adicional mitiga o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas”, destacou o texto. “Para reuniões além da próxima, salvo mudanças adicionais relevantes no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação, o comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, acrescentou o comunicado.
Apesar do corte de hoje, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom havia reduzido a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro, 0,5 ponto em dezembro e 0,25 ponto nas reuniões de fevereiro e de hoje.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 2,84% nos 12 meses terminados em fevereiro, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%. O IPCA de março só será divulgado no início de abril.
Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.
Inflação
No Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,63%.
Do fim de 2016 ao fim de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Depois de uma pequena subida no fim do ano passado, por causa dos reajustes dos combustíveis, os índices voltaram a cair no início deste ano. O recuo foi motivado por novas quedas nos preços dos alimentos e dos serviços, setor ainda afetado pela demora na recuperação da economia.
Crédito mais barato
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 2,83% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2018. A estimativa está superior à do último Relatório de Inflação, divulgado em dezembro, no qual o BC projetava expansão da economia de 2,6% este ano.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Texto ampliado às 18h17 para acréscimo das informações do comunicado do Copom
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil 
Edição: Wellton Máximo

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Empresas inadimplentes cresceram 5,35% em 2017, diz SPC Brasil


Empresas inadimplentes cresceram 5,35% em 2017, diz SPC Brasil


As empresas inadimplentes cresceram 5,35% em 2017,  com alta de 0,34% em relação a 2016, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). As dívidas em atraso tiveram alta de 3,64% na comparação anual.


Por regiões, no Sudeste, o número de empresas negativadas na comparação anual avançou mais do que em outras regiões: a alta foi de 7,37%. Em seguida, aparecem o Sul (3,18%), o Centro Oeste (2,99%), o Nordeste (2,61%) e a região Norte (2,23%).


Em termos de participação, o Sudeste concentra a maior parte do número de empresas negativadas, com 46,14% do total. O Nordeste, por sua vez, concentra 20,77%, enquanto o Sul aparece com uma fatia de 17,07%.


Por setores, serviço lidera com maior número de empresas negativadas, com variação de 8,22%. Em seguida, aparecem comércio (3,42%), indústria (2,93%) e agricultura (-0,99%). Quando se analisa os setores credores (para os quais as empresas devem), o maior avanço da inadimplência foi observado pela indústria (4,67%), seguida de serviço (4,12%) e comércio (3,24%).


“Ainda há efeitos da crise, mas também há sinais de retomada da economia. Para este ano, espera-se que, à medida que os negócios se recuperem, o fenômeno da inadimplência desacelere”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Edição: Valéria Aguiar

domingo, 24 de dezembro de 2017

Novos investimentos no Pará



Pará e China aprofundam parceria para ferrovia
Assinatura define as atribuições e responsabilidades das partes envolvidas
 Airton Xavier 






Por: Portal ORM, com informações de O Liberal 29 de Novembro de 2017 às 07:08 Atualizado em 29 de Novembro de 2017 às 11:18



Pará e China colocaram no papel a parceria firmada para aprofundar estudos visando à construção da Ferrovia Paraense, um dos maiores projetos de infraestrutura e logística do governo paraense na atualidade.

Em Brasília, o governador Simão Jatene; o secretário de Desenvolvimento Econômico e Mineração, Adnan Demachki, e o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) estiveram reunidos com representantes da China Railways Corporation (CREC nº 10) e do Clai-Fund e assinaram um Memorando de Entendimento (MOU, na sigla em inglês). A assinatura aconteceu na Embaixada da China e contou com a presença do embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, que possibilitou o encontro.

Os MOUs (Memorandum of Understanding) são acordos de cooperação e troca de informações firmadas entre reguladores de valores de diversos países do mundo que também definem o papel das partes envolvidas, as atribuições e as responsabilidades. A partir de agora, os representantes da empresa asiática receberão todos os documentos e projetos, de forma a promoverem os estudos necessários para avaliação da participação da empresa na licitação que vai construir a ferrovia.

A CREC nº 10 é uma das maiores construtoras de ferrovias do mundo, com uma receita de 100 bilhões de dólares e 15 mil funcionários. Já o Clai-Fund é um Fundo de investimentos chinês para a América Latina. No encontro, estavam presentes alguns dos principais membros das duas empresas. Han Deping, diretor-geral do Clai-Fund e Song Jingjing, diretor-geral da CREC.

O governador Simão Jatene resumiu o ato como “mais uma prova que reflete a confiança que o Pará inspira em parceiros internacionais”. “Nosso estado está economicamente equilibrado e isso atrai investidores”, afirmou o governador. Para Jatene, “um projeto como esse não se resolve estalando os dedos, mas, sim, com bons parceiros internacionais e um grande volume de recursos”.

“Para aqueles que vierem argumentar que o mandato está terminando e que o projeto da ferrovia não estará pronto até o final do governo Jatene, eu digo que pessoas assim nunca serão capazes de realizar projetos consistentes, de médio e longo prazos, que beneficiem o estado”, afirmou o governador. “Estamos regando uma semente que já foi plantada e que representa uma excelente alternativa para o engrandecimento da produção do Pará e do Brasil”, concluiu.

A Ferrovia
A Ferrovia Paraense cortará o Estado de Sul a Norte em 1.312 quilômetros, conectando-se com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, que no Brasil é o mais próximo dos grandes mercados consumidores como China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. A interligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) – trecho final da Norte-Sul – abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas/ano.